sexta-feira, 18 de março de 2016

Não sobram lágrimas pra mim!

Essas minhas lágrimas! As vezes se recusam chorar
Dores que sinto, saudades tardias, sonhos quase perdidos,
Que vez ou outra chegam fortes. Se recusam e dizem
Que têm outras dores, saudades novas, adeus de ontem,
Mas na verdade elas querem chorar uma outra saudade,
Uma que a alma nunca se permitiu esquecer e às lágrimas
Ela mente, diz que é dor de ontem, para serem sempre novas,
As lágrimas que choram essa saudade. Minha alma!!
Alicia meus prantos, engana meus olhos, chorando triste,
Diz que eles, os olhos, são suas mais puras  e luminosas
Janelas, por isso têm o dever de chorar uma dor que é só dela.
Assim, não posso chorar momentos que foram meus...
Minha alma, egoísta, pega o pranto só pra ela,
Me deixa vazio para chorar as dores que me afligem.
A mim cabe apenas alugar as noites, sentar em silêncio
Com a solidão, as vezes caminhar com minha sombra,
Isso quando um raio de luar, que foge por entre as estrelas
Fica comigo até a noite madrugar, e tudo, lentamente,
Começar acordar e...me console dizendo que são minhas
As lágrimas da madrugada quem vêm como orvalho.

José João
18/03/2.015





Um comentário:

  1. Boa noite, João. Seu blogue está na minha lista de preferidos, mas confesso que,havia feito confusão com outro espaço. Importante que estou aqui lendo esta libda e emocionante poesia.
    De fato, o céu, as estrelas testemunham nossas lágrimas mais profundas.
    Existem dores ocultas que só o nosso interior pode decretar um fim.
    Parabéns.
    Beijos na alna e paz.
    Lindo fim de semana!

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