terça-feira, 8 de março de 2016

Eu e os outros ...eu

Sempre que me pergunto quem sou... vejo
Que não sei quem sou. As vezes me pareço um menino,
Olhar pedido no tempo, com pensamentos inocentes,
Jurando que vai ser feliz, ter sonhos coloridos,
Brincar de viver sorrindo entre momentos infinitos.
Outras vezes me sinto um homem com medos
Descabidos, em desespero quase incontido,
Por não saber se ainda saberá sorrir se um dia precisar.
Um homem que caminhou por tantas estradas...
E em cada uma deixou um pedaço da própria alma...
Deixou palavras soltas sem saber o que diziam...
Deixou adeus ditos sem razão e sem certeza... mas...
Foram ditos, feriram tanto quanto o que foram ouvidos.
As vezes me sinto até poeta...poeta de poesias tristes...
De rimas soltas e versos inacabados, de sonhos mortos
Que não se fazem mais história, poeta das horas vazias.
As vezes até me sinto um livro...páginas amareladas,
Empoeirado por ser uma história que ninguém quer ler,
Outras vezes me sinto eu...cheio das tantas duvidas...
De perguntas sem respostas. Cheio de vazios e tristezas...
De saudade doídas, de remorsos que machucam...
As vezes doem tanto que sinto as lágrimas, em incontida
Vontade, chegarem aos olhos...mas aí...aí chamo o poeta
Ele que chore minha dor nos seus versos. 

José João
08/03/2.015

Um comentário:

  1. Lindo!!! Perfeição!! Parabéns, e que preserve sempre esse poeta na alma.

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