segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Um pássaro ferido

Pobre ave que no chão caída a debater-se em vão
Lhe quebraram a asa e dor insana lhe toma o tom
Um canto sem melodia, dor em forma de canção
Sai da alma em silêncio, gorjeio sem ter um som

Um olhar vazio ao infinito azul agora distante
Lhe chega ao peito tristeza infinda não poder voar
Queda-se o triste pássaro em infinito instante
E pede aos céus... antes da morte lhe fazer sonhar

Sonhar voando, liberdade plena, perto do céu
Brincar com o vento, faze-lo estrada e nele ir
Ao sabor do nada por entre nuvens e indo ao léu

Mas de repente uma dor maior lhe toma todo
Lembrar do ninho, dor cruel pior que a morte
E num gorjeio triste chora baixinho a triste sorte.

José João
08/02/2.016








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