sábado, 6 de fevereiro de 2016

Eu, guardado dentro de mim.

Me guardo desesperadamente dentro de mim,
Me escondo dentro dos fragmentos que restam,
Faço-me história, faço-me livro de páginas vivas...
Cheias de saudades, tristezas, de poesias inacabadas,
Contando sonhos de contos de fada em versos
Cheios de risos fingidos, palavras sem sentido...
Mas ainda assim me guardo ou, me escondo de mim.
Para que não se vá, perdido no tempo, as relíquias
Que ficaram...beijos, alguns nem foram dados,
Palavras que esqueci de falar e se as disse
Não disseram o que eu sentia ou queria dizer.
Guardo lágrimas, coitadas, caducas, já reticentes
Por não saberem se foram ou por quem foram choradas.
Saudades perdidas que se arrastam lentamente
No tempo, cabelos brancos, ombros curvos,
De tão velhas, mas sempre serão saudades...
As vezes até me roubam um sorriso triste...
Algumas trazem uma melancolia que não sei dizer
Sei apenas sentir e me perder em devaneios....
Me guardo dentro de mim, para não esquecer...
De mim mesmo.


José João
06/02/2.015



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