terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Ah! Esses caminhos... cheios de ti!

Quantos caminhos! Uns percorridos com sorrisos,
Cheio de flores brincando de perfumar o tempo...
Areia solta a brincar de volteio com a brisa...
Passarinhos inventando melodias novas, alegres,
Cheias de uma nostalgia gostosa de sentir...
Folhas farfalhando ao clamor lânguido do vento,
Numa dança de anjos como se flutuassem ao tempo,
Num viçoso valsar verde com gosto de esperança.
Ah! Quantos caminhos percorri! Com passos lentos
Ouvindo o eco do grito da felicidade a correr
Por entre os canteiros que meus sonhos construíam...
Até que um dia me vi só, caminhando perdido, a esmo 
Pelos mesmos caminhos, agora cheios de flores murchas,
De passarinhos mudos, ouvindo apenas o eco
Dos soluços que a alma não cansava de chorar...
Baixinho, para  que o tempo não faça a dor ser maior.
Uma saudade irriquieta, dessas que afoga o peito,
Que espreme os olhos, e doloridas lágrimas molham
A areia que a brisa um dia brincava de abraçar.
Ah! Esses caminhos cheios de tua lembrança!


José João
05/01/2.015

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