segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Não... sou apenas triste

Ah! Quanta tristeza espalhada pelos caminhos!
Folhas caídas, levadas a esmo pelo vento...
Vão indo sem ir a lugar nenhum, rolando tristes
Entre as pontiagudas pedras deitadas na estrada,
São agora pedaços rotos de ontem...são passado,
Perdidas da beleza que um dia tiveram. Coitadas...
Não são mais belas, não são mais folhas, 
Agora são apenas restos. Não sei se choram, 
Tão nada se fizeram que nem parece que viveram.
As flores, sem se importarem com as folhas mortas,
Se pintam, se lustram, abrem as pétalas orgulhosas
Como se fossem belas, como se fossem vivas
E um colorido disforme, desbotado, nem reluz ao sol...
Mas que sol?! Esse que tímido ou medroso se esconde
Entre as nuvens? E a brisa?! Chata, a voltear
Entre os galhos, a balançar as flores que parecem dançar
Num valsar ridículo, onde a melodia é um angustiante
Acorde da própria tristeza. Depois dizem, aos gritos,
Que a primavera é linda. Linda!. Não vejo nada belo!
- Não vês a beleza em tua volta? Tu és cego?
- Não. Sou apenas triste. 


José João
21/12/2.015

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