sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Os rastros que a saudade refez

Não sei por quanto tempo chorei tua ausência...
Com lágrimas, com copiosos e doloridos prantos,
Quantas vezes me perguntei até quando essa saudade
Viveria dentro de mim como se tudo tivesse sido ontem.
Fui buscar, lá dentro da alma, guardado com carinho,
Como relíquia que a vida precisa para se estar vivo,
De todos os momentos que vivemos e, hoje...
Sozinho, caminho entre as sombras que deixaste.
Com passos bêbados, dementes, te buscando em vão,
Desejando, na minha loucura, alcançar teus rastros,
Como se caminhos entre nuvens os permitissem ficar.
Tudo é triste, estradas vazias, secas, cheias de nada,
Parece que ao perder teus rastros também perdi o rumo
Caminhando por entre os escombros de um passado
Que minha história não quis contar, tanta era a dor.
Hoje, essa dor que era maior até que o tempo, 
Se fez saudade, e esta se fez teus  rastros
Me levando aos sonhos em que ainda estás.


José João
20/11/2.015

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