domingo, 29 de novembro de 2015

Minha solidão e uma flor

A chuva, a noite, o frio, um silêncio de voz
Uma melodia sem letra, dueto, chuva e vento
Cruel não seria a dor se uma saudade chegasse
Não fosse essa tanta tristeza e infinito tormento

Vi, caída no chão, uma flor... parecia chorando
Ouvi, ouvi sim, o suave murmurio da flor reclamando
(Tanto era a solidão que não queria chorar sozinho)
(Juntei-a, precisava, estava só, precisava desse carinho)

Ela, entre minhas mãos, me tomou o sentido (sorriu)
Precisava, por Deus, que alguém sorrisse pra mim
Para uma saudade eu dizia: te amo, e ela dizia sim

Minha alma que tudo ouvia e sabe  traduzir o silêncio
Me falou baixinho: - Diz que a ama. - Enlouqueces-te?
- Sofres tanto. Finjo acreditar ser quem nunca esqueceste.

José João
29/11/2.015







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