terça-feira, 8 de setembro de 2015

Minhas... nem sempre boas lembranças

Ah! Essas minhas lembranças! Vêm de tão longe,
Sem que espere, sem que peça, chegam sozinhas,
Depois chega, sorrateira, a saudade, e muitas vezes,
Apesar do tempo, chegam tão vivas que as lágrimas
Não resistem, primeiro umedecem meus olhos...
Depois escorrem pelo rosto, se fazem caminhos na face
E logo, sem nenhum pudor, se derramam como prantos
Que se vão ao tempo, por caminhos sem chão,
Com pensamentos quase sempre tristes, perdidos,
E sem saber onde vão. Outras vezes me vêm os sonhos,
Sonhos já caducos, que até pensei perdidos no tempo,
Mas chegam como fossem labaredas, quase sem cor,
Moribundas que se apagariam com qualquer brisa,
Mas começam a lembrar histórias, momentos...
Pedaços de mim, restos de beijos, olhares que não dei,
Palavras que não disse, que poderiam ter mudado
Os caminhos, as dores, talvez até essa saudade 
Que sinto agora. Aí vem a dor, a pior das dores
A do arrepender-se, do ter perdido sem dizer nada.
Essa é a saudade mais doída, poque existe
Sem que exista momentos para lembrar, 
Consolar a alma que sempre acha que seria feliz.

José João
08/09/2.015

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