quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Para amar...basta estar vivo


Na noite silenciosa, a solidão, acostumada com a escuridão,
Caminha calmamente sem medo de se perder de mim.
Como se para me proteger, a saudade corre a buscar sonhos,
Buscar pensamentos povoados agora por pequenos pedaços,
Fragmentos que ainda não se perderam no tempo...
E me chegam como restos de primavera onde as flores
Se despedem tristes, se vão ao vento e só o perfume
Sutil, suave e frágil fica perfumando o prado, 
Assim como essa saudade que fica na alma, coitada,
Suave, frágil e sutil querendo espantar a solidão.
E uma dor que chega... e nem sei se é mesmo dor 
Traz uma ausência que me faz ser ninguém, me faz ausente
De mim mesmo em um pensar demente de não querer ser eu.
Mas em um suave vagar, como fosse uma bruma 
Leve e silenciosa, me chega aos poucos uma imagem...
Vem vindo lentamente enchendo a noite, tomando forma,
Alegrando a alma, me fazendo escrever versos
Com lágrimas, me fazendo o silêncio gritar um nome...
E o coração recitar poesias que nunca escrevi
Num pulsar eloquente como fosse um grito de dentro
De mim dizendo: Ainda estou vivo...ainda amo.

José João
13/08/2.015






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