quinta-feira, 11 de junho de 2015

Assim como os poetas

Estranha essa minha louca mania de viver assim...
Sorrindo com sorrisos que não são meus, 
Chorando com minhas lágrimas dores alheias,
Escrevendo versos cheios de tantas tristezas,
Tristezas que nem são minhas, e nem sei de quem,
As minhas... escrevo sorrindo, fingido ser verdadeiro
O sorriso que nem sei sorrir. Faço poesias
Cheias de mim...ou de histórias que nem vivi,
Nessas, finjo com minhas lágrimas a dor que não sinto,
Naquelas, nas gargalhadas, finjo alegre, num sorriso aberto,
Uma alegria que nem existe. Brinco de escrever versos,
De contar nas poesias coisas que só ela sabe dizer.
Se são minhas ou não as dores que conto, que importa?
As lágrimas são as mesmas, por isso nunca sabem
Se choro minha dor ou a dor alheia. Fingir é magia,
É o rosto mais perfeito de qualquer poesia...
As vezes o poeta  engana até a si mesmo,
Diz que não é dele o pranto, que a poesia que escreveu
Chora, até jura... cruzando os dedos nas entrelinhas
(e sorrindo baixinho com os olhos cheios de lágrimas)


José João


11/06/2.015

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