quarta-feira, 24 de junho de 2015

Ainda hoje somos...eu

Nas noites, quando a voz do silêncio me fala de solidão,
Quando lágrimas silenciosas teimam em mostrar o sofrer
De uma alma carente, cheia de histórias e segredos...
(Segredos que nem o tempo sabe contar...)
Quando tudo se faz mais triste que qualquer tristeza...
E os suspiros e ais se fazem orações rezadas sem fé,
Que se vão sem rumo sem terem onde chegar...
Tudo parece tão pouco, tão sem sentido, sem razão...
Não fosse essa tua saudade que seria meu viver?
Com ela (a saudade) vens risonha, cheia de tanto 
Bem querer que me atento a te ouvir, a te sentir
Dentro de mim, de onde, é bem verdade, nunca saíste.
Meus olhos, no espelho, refletem minha alma...
Cheia, repleta de ti, onde até meu sorriso é o teu
A enganar-me o rosto e a te fazer-me eu.
Me tomaste de mim, te apossaste sem licença,
Descobriste meus tantos segredos, meus desejos
Tanto que não sei se foste minha, se fui teu
Ou se ainda hoje somos ...eu.

José João
23/06/2.015




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