domingo, 3 de maio de 2015

Quase mataram minhas poesias

Invadiram meu sono com nefastos pesadelos,
Me tomaram de mim, expulsaram os sonhos
E minhas verdades começaram a desaparecer,
Iam entre os vazios, agora repletos de medo,
Do temor, até mórbido, de perder meus momentos
Escritos em histórias com gosto de poesias...
Me perdi nos pesadelos, nos fantasmas amorfos,
Que como doença, invadiam minha vida, 
Sacrificavam tudo que minha alma sentiu e contava
Na ansiedade de se fazer, mesmo triste, viva.
Na noite, tudo ficou tão forte, que até a solidão
Deu lugar ao desespero. Os adeus escritos em poemas,
Agora gritavam para os versos, para os sentimentos,
Para as palavras que um dia foram escritas.
Com os dedos compridos da saudade.
O coração batia mais forte, em descompasso,
Num gritar pulsante com o medo de ser preciso 
Recomeçar o que não haveria mais recomeço.
Mas de repente tudo ficou límpido outra vez
E o adeus que ia dar para os meus versos,
Como mágica divina, se fez poesia.


José João
03/05/2.015










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