sexta-feira, 15 de maio de 2015

Isso sim, é que é chorar

Lá fora as plantas dançam uma valsa triste,
O vento se faz uma orquestra sem maestro,
Ora gritando forte, talvez possíveis mágoas,
Outras ameno, quase suave, como se pedisse
Desculpas as flores que quase perdiam as pétalas,
E temerosas, pareciam segurar-se aflitas nos galhos
Que passíveis se arrastavam submissos pelo chão.
A chuva, como fosse um chorar violento do mundo,
Se desmancha em prantos, em sussurros inaudíveis,
Reticentes, rompe o silêncio com apenas um falar.
Tudo se fazia triste, via-se até o medo das árvores,
A dobrarem-se em violentas contorções, seu galhos
A arrancarem-se em nefastas amputações pareciam
Chorar uma dor que ninguém sabe entender.
As ruas desertas pareciam caminhos de fantasmas,
Os trovões, aos brados, mostravam sua força,
Brincavam de fazer tremer da terra, até alma,
E os relâmpagos riscavam o céu em desenhos
Sem forma, em belos caminhos sem rumo,
Aí me senti tão ridículo!! Que com vergonha de mim!
Parei de chorar, até sorri. O que são minhas lágrimas?!


José João
1505/2.015






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