segunda-feira, 4 de maio de 2015

Eu era apenas um pingo d'água

Meus erros. Ah! Meus erros! Foram tantos!
Amei sempre mais do que deveria amar...
Amei como se amar fosse viver na eternidade
De sonho perfeitos, na entrega infinita dos sentidos
Sempre cheios de amanhãs coloridos...sorridentes,
Como se não existissem lágrimas, como se os prantos
Fossem impossíveis, assim como se não existissem,
(pelo menos para os meus olhos) Me fiz grande,
Por saber meu sentimento maior que o mundo,
Me pensei assim também, ridiculamente assim...
(as vezes nos fazemos muito maiores do que 
realmente somos) culpa dessa vaidade criada
Por um amor desmedido num descabido sonhar.
Só maior que esse amor louco que vivi foi...
A dor da perda, num adeus incoerente, doloroso,
Cheio de silêncios, de suspiros pela falta do que dizer,
As palavras...se faziam apenas mudas reticências.
Ah! Esses meus erros! Fui me sentir um oceano
Repleto de mim, com tanto para dar, sem saber
Que na verdade era apena um pingo d'água...
E os pingos d'água só são grandes e belos
Se caírem sobre a flor. Eu!? Caí dentro 
De um rio, frio, que não tinha nenhum mar para ir.


José João
04/05/2.015




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