segunda-feira, 18 de maio de 2015

Essa minha vida...tão comum!

Solidão, saudade, lágrimas, são tão comuns em mim,
Sonhos perdidos no tempo, lembranças mortas,
Ausências, os vazios que elas deixam na alma
Se fazem angustiantes companhias, ficam comigo,
Se fazem vivas a cada momento, sufocam gritos
De desesperos, deixam o silêncio povoar o tempo,
Tudo fica parado, como se as horas ficassem dementes,
Sem nenhuma pressa de passar para a dor se fazer
Mais dor. Me perco em devaneios tristes, chorosos,
As palavras se escondem, os versos morrem
Já no inicio do pensar, antes mesmo de serem versos,
Os prantos molham a poesia e neles ela se sufoca,
Agoniza, suspira em ais que se fazem apenas dor.
Os sentimentos são tomados por uma agonia mórbida
Que faz coração pulsar em gemidos lentos,
Como se rezasse uma oração desconhecida.
Me acostumei a chorar, muitas vezes o chorar
Vem em sorrisos falsos, vadios, cheios do fingir,
Que aprendi quando uma dor, maior que todas,
Uma ausência maior que tudo, se fez tanta dor
Que para enganar alma aprendi a chorar sorrindo

José João
18/05/2.015



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