quinta-feira, 9 de abril de 2015

Já nem sei se é mesmo dor.

Ah! Essa minha dor! Maior que qualquer dor,
A minha não é dor alheia, aquela que dói menos,
Essa é só minha, maior que todas, é essa que destrói
A própria vida, que estingue até os raros fragmentos
De sonhos que se faziam pedaços de momento risonhos,
De momento vividos entre alegrias e risos, entre esperanças
E desejos. Ah! Essa minha dor que sentem medo de sentir!
Tanto sentem que não amam. Dizem que chorar a perda
De um amor maior que qualquer amor, é sentir uma dor
Maior que qualquer dor. A minha é infinita mas, menor,
Infinitamente menor que o amor que senti. Por isso
Vale a pena. O destino faz a troca justa, a cada segundo
Que se vive um amor intenso como vivi, chora-se por anos
Mas...se não o vivesse, fosse talvez maior minha tristeza,
Meu vazio, sem nada para contar, sem nenhuma saudade
Para sentir, e o silêncio cheio de vazios por não ter
Uma história que ao meno me fizesse lágrimas ao lembrar.
Na verdade essa dor que sinto é diferente, cuida de mim,
Nunca vem sozinha, traz a saudade que me põe no colo,
Me fecha os olhos e me faz ir lá, bem distante, no tempo
...viver outra vez...mesmo estando aqui, de frente
Para a solidão, para a tristeza, e essa dolorosa ausência


José João
08/04/2.015


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