sábado, 7 de fevereiro de 2015

Quem sabe voltes um dia!



Deus! Deus! vê meus joelhos! Feridos, inchados...
Meus ombros curvos, voz reticente, sonhos mortos...
Os versos! Cheios de nada, apenas palavras soltas
Que a alma grita em preces perdidas, velhas e rotas

Como ficaram os pensamentos! Perdidos e dementes
Gritando em alardes dores que não querem passar
Angustia e solidão a colinear como fossem serpentes
Me tomam, e só blasfêmias me fazem, contrito, rezar

Me tomei nos tantos prantos que não queria chorar
Ergui aos céus, mãos postas, as suplicas dementes, 
Os olhares se perderam num muito tristonho vagar
Até os gritos como loucos choravam de tão carentes

Corri, em sonhos, caminhos que nem sei se pisaste
Pobre andarilho, procurava no tempo teu perfume 
Ouvi, do silêncio, canções que nem sei se cantaste 
Talvez fosse minha alma rezando os seus queixumes

Ao cansaço me entrego de tanto a esmo te procurar
Sento na beira da tarde, olhar perdido a te buscar
Quem sabe um dia voltes nas voltas que o mundo dá?
E talvez, surpresa me encontre, ainda a te esperar!


José João
08/02/2.014





Um comentário:

  1. Uma linda construção para o amor, que se aquieta e esfria a alma.
    O amor urge de ações e emoções em cada dia.
    Belo trabalho amigo.

    Um abração.

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