sábado, 3 de janeiro de 2015

Um silêncio difícil de entender

Como doem as palavras que não eram
Para serem ditas! Como doem!!
Dói mais ainda as palavras mudas, gritadas
Pela alma, com os olhos frios como vento de inverno,
Com um olhar demente, vazio, sem cor, cheio de nada
Porque os sentimentos secaram, murcharam,
Se fizeram pedaços rotos, trapos de sonhos mortos
Ou de ilusões que nem deviam ter nascido.
Como dói o silêncio de um adeus dito sem palavras!
Perguntas sem respostas, pensamentos descabidos,
A alma se deita em prantos e tudo fica tão pouco!
Os pensamentos se perdem num pensar sem razão,
Se confundem tentando entender o que não
Pode ser entendido. Afinal, palavras não foram ditas!
Apenas o silêncio se fez verbo e a ação se fez dor.
Quem dera tivesse havido um grito de adeus!
Haveria apenas e simplesmente uma pergunta: Porquê?
Mesmo que a resposta fosse ridícula (como é ridícula
a resposta para qualquer adeus) mas pelo menos,
Não seria o silêncio gritando para a alma
O que ela não pode entender.

José João
03/01/2.015

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