sábado, 24 de janeiro de 2015

Ah! Essa saudade de ti!

                                     Ontem perdi as horas, a noite insistia 
Em não passar, As estrelas brincavam
De esconder atrás das nuvens,
A madrugada, parecia um horizonte distante...
Sem caminhos para chegar. E o silêncio!
Num demente monólogo sussurrava baixinho
O que nem ele mesmo podia ouvir. 
Mas a solidão! Ah! Essa, atenta, 
Enchia a noite, o espaço, o tempo 
E engolia qualquer emoção que ousasse
Ir além da tristeza. A saudade, como louca, 
Corria em desespero entre os sonhos,
Coitados, já amarelados, como velhos retratos, 
Rotos, aos pedaços, como restos de moribundos
Sentimentos tentava ir contra o tempo 
Para que este não apagasse as lembranças,
Fazendo-a não ter mais sentido...
Era tão angustiante o esforço da saudade
Para se fazer viva em mim. que...se vestia de ti.


José João
21/01/2.015




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