segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Minha alma também sabe fingir

As vezes paro no tempo, sento no nada,
Busco saudades distantes por falta de uma palavra
Que ninguém quer me dizer. Passo noites em claro, 
Solidão fazendo a festa, o tempo sem querer passar,
E uma palavra, apenas uma, me faria sentir a vida
Na plenitude de uma entrega cheia do prazer de viver.
Emudeço, calo minha voz e meu pensamento,
Embora com ele vá buscar momentos que desenho
Nos meus sonhos sem nunca te-los vivido.
As vezes, para enganar minha alma, sussurro nomes
Que não sei de quem é, invento beijos que nunca dei,
Confesso um amor pleno e terno para uma imagem
Que criei nos meus momentos de plena solidão,
Finjo sorrir lembrando um amor que não existe
E minha alma, entre confusa e triste, não sabe
Se é uma lembrança ou uma história inventada,
As vezes, como se estivesse demente, me ajuda
Falando nomes que nem me lembrava mais
Ou que talvez nunca existiram e ela pra me ajudar
A não chorar, finge por nós dois e chora sozinha.

José João
29/12/2.014

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