terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Ah! Que saudade de mim!

Saudade de mim, as vezes até o cheiro do tempo
Daqueles momentos, parece ainda está em mim,
Ouço, de muito longe, vozes, sorrisos, palavras
Que foram ditas, ouvidas e ficaram para sempre,
E me martirizam. Quando tudo isso me vem, raiva,
Desespero, lágrimas, angustias e a vontade de gritar
Que um dia vivi se fazem tão forte que o pranto,
Como chuva de verão, se faz pouco, se faz nada.
Fecho os olhos num esforço de não ver, mas tudo,
Parece sonhos sonhados ontem, e aquela dor,
Que nasce na alma e vai até o sempre me faz
Ficar na demência de uma loucura cheia de vazios.
Saudade de mim, saudade do tempo, dos momentos,
Choro e me faço restos de mim mesmo, apenas isso,
Resto dos momentos, dos sonhos, resto do homem,
Que agora se prende na saudade para sentir,
Pelo menos, a vontade de chorar pela história
Um dia vivida, onde verdade e ilusão se confundiam.

José João
14/12/2.014



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