sábado, 1 de novembro de 2014

Onde será que estás...

Não sei onde estás, nem quem és, mas te vejo
Nos meus sonhos, nas horas vazias das noites
Quando a solidão toma conta do tempo.
Te vejo, te sinto, no desejo louco que a carência
Me  faz sentir quando me envolve todo em abraços
Sem calor, mas cheios da tristeza que a angustia
Traz, quando sozinho, sou tragado pelo desespero
De estar só. Não sei onde estás, nem quem és,
Mas me entrego a esse pensar, a esse sonhar
Que me toma de mim em ilusões que minha vontade
Faz serem sonhos verdadeiros, como se a alma
Ficasse demente por tanta vontade de ti
(Que nem sei quem é) Mas não importa...
Que assim seja, minha carência chorando por um nome
Que não sei de quem, por um rosto que só vejo
Na minha vontade de não ser só, de dividir as horas,
De me entregar, de me doar sem medo dos amanhãs,
Sem medo do depois. Não sei onde estás,
Se perto, naquela esquina por onde ainda vou passar,
Ou lá longe, depois daquele horizonte, onde meus olhos
Te buscam lacrimejantes na melancolia do por do sol.


José João
31/10/2.014


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