sábado, 22 de novembro de 2014

Já fui uma história feliz

Meu Deus, agora lembro! Já tive dias coloridos,
Bordados por mãos de fadas, contado em poesias
Por poetas divinos, dias como se fossem esculpidos
Pelo artesão do tempo, perfeito no talhar os momentos,
Não tenho mais como busca-los e vive-los
A não ser nessa saudade quase infinda que me toma.
As vezes as recordações me vêm tão vivas
Que até o perfume daqueles dias  me cerca em volteios
Tão vivos que quase adormeço envolto na ilusão
De estar vivendo-os outra vez e me perco de mim,
Me deixo levar como se fosse um sonho a fazer-me
Viver tudo outra vez. Fecho os olhos para "ver"
O que ficou lá para traz, ou para minhas lágrimas
Não saírem gritando ao tempo segredos de minha alma.
Abro as mãos como se quisesse tocar o tempo
Que parece fugir por entre as dores que essas
Recordações me trazem. É uma dor sufocante,
Uma saudade sem começo nem fim, apenas saudade,
Meus olhos voam entre as paredes que nem exitem mais,
Entre as palavras e olhares que ficaram perdidos em mim,
E assim me visto de de ti e me esqueço quem sou...
Para, pelo menos pensar, que estou vivo.


José João
21/11/2.014





Um comentário:

  1. Existem momentos tão deliciosos que nossa alma eterniza.
    Lindo de viver. Bjussss

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