terça-feira, 2 de setembro de 2014

Um beijo e uma lágrima



 Ah! Essas minhas palavras! Tão pequenas e tão poucas!
Não servem nem para dizer o que minha alma sente,
Vivesse eu mil anos, e juntasse todas as palavras...todas,
Elas jamais diriam o que apenas uma lágrima minha, diz.
Palavras, palavras, até a palavra saudade seria pequena...
Pois a minha vai de um a outro horizonte do infinito,
Vai desde o agora até o sempre e uma palavra não diz tanto.
Como com palavras falar da eternidade dos momentos
Que vivi? De um sentimento maior que tudo, brincando 
Com os amanhãs de se fazer sempre maior e mais bonito?
Para dizer tanto, toda essa verdade que minha alma
Com palavras não diz. Pedi que a primavera me emprestasse
A voz. E ela se fez até mais bela, mais sorridente, 
Aumentou o número de pétalas das flores, lhes aumentou
O brilho e a beleza, tirou o espinhos e me permitiu que onde
Houvesse primavera, em cada pétala de uma flor, eu pusesse
Um beijo e uma lágrima. O beijo gritando desesperado:
Eu te amo, e a lágrima falando baixinho: Estou com saudade.
Só assim consegui dizer o que minha alma queria falar,
E tomara, cada uma delas chegue onde estás.


José João
02/09/2.014












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