terça-feira, 16 de setembro de 2014

Minhas poesias... minhas!?

Nas noites, talvez até nas noites mais tristes,
Quando o frio da solidão é maior que qualquer frio,
Quando o silêncio emudece a voz do coração,
Que pede triste, num pulsar melancólico, que a alma
Cante uma oração com gosto de saudade... nessas noites,
A poesia me acalenta como se eu fosse criança,
Vem de mansinho, sem espantar o silêncio, flutua
Em volta de mim, como se fosse uma delicada brisa,
Se acomoda ao meu lado, me olha com ternura,
Deita minha cabeça em seu ombro, me afaga o rosto
E vai comigo buscar sonhos, ilusões e histórias...
Me traz momentos que até nem lembrava mais...
Traz  palavras que, se apenas faladas, seriam tão comuns,
Mas dentro dela se fazem pujantes, belas, embora tristes,
Ah! Minha poesia de todas as noites! Se faz divina,
Se faz mágica. Como se fosse um anjo fazendo milagres,
Junta num só verso, lembranças antigas, sonhos caducos,
Sonhos de esperança, junta tristeza, solidão, saudade,
Junta tudo num verso só...sem deixar de ser poesia...
Junta minhas lágrimas choradas na noite e com elas
Se escreve...e se deixa ficar como se fosse minha.


José João
16/09/2.014




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