sexta-feira, 27 de junho de 2014

Porquê?

O silêncio atravessa a noite como se andasse lentamente,
De um lado para outro, sem precisar pisar o chão.
A solidão caminha calada por entre as paredes,
Se faz imensa, ocupa comodamente todos os espaços
Como se fosse fantasma que se faz sombra entre as dores
Sentidas. A tristeza! Essa toma forma, fica densa,
Enche o coração de angustia, se faz tanta que não cabe
Na noite, manda o sono embora, umedece os olhos,
Brinca de fazer lágrimas, deixa o coração aos pulos,
Como se quisesse fugir do peito para lugar nenhum.
E a vida! Fica vazia, sem cor, apenas como um pedaço
Do tempo que passa sem razão de existir, sem motivo
De ser, cheia de histórias perdidas e de sonhos mortos.
As lembranças se dividem em fragmentos soltos,
Como se cada pedaço fosse uma dor, e cada dor
Um adeus, desses que não passam, que ficam sempre
Como se estivessem grudados na alma, 
Presos com a angustia que cada dia se faz mais forte
Como se tudo tivesse começado ontem...
E ficado para sempre.


José João
27/06/2.014

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