segunda-feira, 5 de maio de 2014

Não disseram que o depois doía tanto

Estou triste, meus sonhos caíram ao chão como pétalas
De flores mortas, indo ao tempo, rolando no nada
Como se nunca tivessem sido sonhos verdadeiros,
Caíram como caem as folhas no outono...e se vão...
Rotas, secas, como se nunca tivessem sido verdes,
Assim se fizeram os tantos sonhos que não pedi
Para sonhar, mas me foram dados, e não sei porque.
Talvez não tenha entendido o que é amar...o amor,
Talvez não tenha entendido o que é se entregar...
Não me disseram a afinidade entre o amor e a dor,
Mas...e se tivessem dito? Será que eu acreditaria?
E quem poderia dizer que sofreria? As vezes, viver,
Sofrer são tão parecidos! Só não sabia que era tanto,
Mas tão tanto, que nem fingindo se esconde a dor,
As horas se arrastam lentas, as lágrimas se enchem
De vontades, se tornam vaidosas, donas dos olhos,
Não escolhem hora pra se mostrarem ao mundo,
Em qualquer lugar elas pulam ao tempo gritando
Saudades, fazendo caminhos de angustia no rosto,
Deixando a tristeza brilhando com os prantos
Que até a alma chora.


José João
05/05/2.014


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