sábado, 31 de maio de 2014

Minhas poesias são cheias de mim

Não quero minhas poesias secas em versos vazios,
Quero-as cheias de mim, do que sente minha alma,
Cheias das minhas mais intimas dores, alegrias, tristezas,
Repletas de todos os sentimentos que sinto.
Que minhas poesias se façam o que diz cada momento,
Se preciso, que chorem com minhas lágrimas,
Que sorriam com meu sorriso, que não finjam nunca,
Sejam completas, do tamanho do sentimento
Que a alma sente. Que as palavras não se façam mais,
Nem se façam maiores, que as palavras não mintam,
Apenas traduzam na medida certa o momento da alma.
Se a dor for de um adeus, que a poesia grite o adeus
Do tamanho que minha alma sente, na medida certa,
Como se as palavras fossem feitas para aquele adeus.
Se for dor de solidão, que a poesia, em silêncio,
Se escreva em lágrimas, molhe os versos nos prantos 
Que a alma chora, se perca nas rimas soltas,
Em versos do tamanho que é a solidão, sem mais...
Nem menos. Se a dor for de tristeza...que a poesia
Me deixe chorar deitado em seu colo e acalente
Meu sono declamando versos que só sei sentir.


José João
31/05/2.014

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