quinta-feira, 17 de abril de 2014

Restos, é o que agora eu sou

Assim como folhas ao vento, vou eu no pensar
Por estradas perdidas, indo sem caminhar,
Pedaços de mim cada um uma dor
As lágrimas chorando os restos de um amor,
Como alma errante que não sabe onde vai,
Passos cansados em estradas sem chão
Procuro, carente que sou, de um sonho que seja
Onde migalhas ou perdidos restos do que me sobrou
Me lembrem que um dia eu vivi um amor.
Como sombra de mim vou indo sem ir
Por mais que caminhe que busque horizontes
Essa dor descabida fica dentro de mim.
Os meus amanhãs se vestiram de nada
Se fazem vazios dias parados por falta de ti
Onde estarão os momentos, as horas vividas
Que contigo vivi? Como triste alma errante,
Entre essas tantas dores, que foi o que me sobrou
Me fazem esse resto, resto de mim, é o que agora eu sou


José João
17/04/2.014









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