domingo, 2 de março de 2014

Um porto, um adeus e o horizonte

O sol vai lentamente indo embora, o céu fica colorido,
O mar caminha lento, as ondas, como lágrimas vadias,
Beijam a areia, deitam-se nela como se fosse um colo
A se fazer  inocente leito para ouvir os lamentos
Que certamente trazem de portos distantes
Onde um adeus foi dito em lágrimas, de quem partiu,
Ou ficou. Lágrimas tristes caindo no rosto,
Um olhar perdido para muito além da saudade
Que se faz promiscua, amante de quem fica
E de quem vai. Um aceno doloroso, gritando 
Com as mãos o que os soluços não permitem gritar,
O coração pulsa mais forte, uma falta de ar...
Como se uma dor que nem é dor, sufocasse até a alma,
O peito parece comprimir o coração e até o silêncio,
A distância a se fazer maior... No horizonte, o por-do-sol
Tão lindo fica triste, e tudo em volta se faz vazio,
Se faz nada. Só não a vontade de chorar, gritar,
Correr, sem ter lugar para ir, pra onde quer que se vá
A dor será sempre a mesma. Assim é o adeus
Para quem...ama.


José João
02/03/2.014



3 comentários:

  1. Meu querido amigo

    A saudade de quem parte doi no corpo e na alma como se fosse um punhal a cortar a pele.
    Lindo e dolorido como sempre e adoro ler-te.

    Beijinho com carinho
    Sonhadora

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  2. Olá!
    A saudade é algo que nos arrasta para o marasmo de dor e angustia,dilacera o nosso coração.
    Saudades de vir aqui,sendo assim essa saudade já esta resolvida,não a tenho mais.
    Nobre amigo,teus escritos mexe nas nossas emoções.
    Tenha um ótimo feriado.
    Um grande abraço.

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  3. JOSÉ JOÃO !!! A SAUDADE É REALMENTE INEXPLICAVELMENTE LINDA !!! MAJESTOSO POEMA ESCRITO COM AS MÃOS DA ALMA DESTE POETA !!! DO PARCEIRO E FÃ DE CARTEIRINHA !!! Pedro Pugliese

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