sexta-feira, 7 de março de 2014

Saudade, poesia do começo ao fim

-Sou, talvez, quem mais te dê lugar no coração,
 Assim como se fosses amante, dessas amantes que
 Uma vez dentro da alma, não se vai mais, nunca.
 De onde vens já nem interessa, me entreguei,
 Assim...todo, pleno, na demência da própria vida,
 Dei todos os meus sonhos, pensamentos, momentos
 E tu...sem perguntar te fizeste dona de mim, 
-Não precisava perguntar, tua alma era tão carente,
Sabia todos os teus sonhos, chorei contigo...
Não sabes, mas contigo chorei todos os adeus
Que te doeram, que te deixaram a alma triste,
Ajoelhada no tempo, como se implorasse perdão
Até por pecados não cometidos, Senti pena de ti.
Mas sabia que me verias um dia como também tua
Não é a toa que me escreves do começo ao fim
Da poesia, como se eu fosse tua única inspiração
-Sabias que me tornaria teu assim como sou agora?
-Ah! Sabia. Aqueles que amam como tu sempre me vêm...
 Uma duas, tantas vezes quanto os adeus que escutam,
 Dizem heresias as vezes, mas entendo a dor que sentem,
 Alguns, assim como tu, tentam fugir entre risos fingidos,
 Dão gargalhadas mentirosas... cheias de lágrimas...
 E me escrevem do começo ao fim da poesia. Irônico, Não é?


José João
07/03/2.014


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