quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Em cada caminho um pedaço de mim.


Acho que me perdi nos caminhos por onde passei,
Fui deixando pedaços de mim. A cada caminho percorrido
Ia me fazendo restos, iam ficando sonhos, lembranças...
As saudades cresciam, as minhas saudades, e triste, hoje vejo,
Não me fiz saudade de ninguém. Outras estradas se abrem,
Mas não se fazem horizontes, se fazem só até ali, 
Onde qualquer soluço de dor alcança, não se faz um caminho
Risonho, desses caminhos onde a alma em risos brinca de brincar,
De sorrir entre os versos que a brisa declama sorrindo,
De sonhar sonhos coloridos cheios da ternura verdadeira
Da doce vontade de amar. Me deixei ficar, não vim comigo.
Me fiz escombros, voz reticente, mãos tremulas, olhar perdido,
Lembranças mortas, não me trouxe comigo. Sou outro,
Já fui uma lágrima que alguém um dia chorou por saudade,
Mas se um dia fui sonho, me fiz pesadelo, desses que ninguém
Quer sonhar, nem lembrar ao acordar. Me fiz fantasma de mim.
Um dia deixei rastros, mas ninguém quis seguir. Olhei para trás,
Ninguém, deixei rastros de lágrimas, deixei poesias soltas,
Gritando ao tempo minhas vontades, medos até meus remorsos,
Acho, sentiram medo de minhas verdades, acharam melhor
Que seguisse sozinho... até quando... não sei.


José João
20/02/2.014

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