quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O silêncio de um adeus

Não precisa que digas nada, nem que me olhes,
Deixa que o silêncio se faça voz, e num grito mudo,
Desses que só a alma escuta e entende, 
Teu adeus será ouvido como palavra, e sentido
Como dor, essa dor que fica presa no tempo,
Que por mais que passe ela se fará sempre de ontem.
Vai. Não vou seguir teus rastros, nem me permitir chorar.
Agora não. Vou deixar minhas lágrimas guardadas
Para quando a dor de tua ausência for maior que a saudade.
Para quando a angustia de tua perda se fizer viva
Dentro de mim e minha alma grite aflita o teu nome.
Nesse adeus silencioso vou deixar apenas meu coração
Bater mais forte, descompassado em soluços tristes,
Vou deixar meus olhos se perderem na imensidão
Do nada que agora me cerca, como se não houvesse chão,
Nem horizonte para ser visto. Também não te digo adeus,
Minha voz se perdeu dentro de mim e as palavras
Ficaram vazias, pequenas para essa tanta dor,
Que sei, vai ficar como se o tempo não passasse.


José João
15/01/2.013

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