segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Que neste natal eu seja...

Disseram pra minha alma que em época de natal
Os corações estão mais ternos, cheios de paz,
Que as pessoas se entregam ao doar, até mesmo amor,
Que os olhares são de ternura, cheios de carinho,
Que as mãos se estendem para dar, doar, trocar.
Disseram pra minha alma que os nãos, no natal,
São tão difíceis de serem ditos, que as pessoas
Se entregam ao ouvir, cheias de amor que estão.
E minha alma...que por tão carente ou solitária, 
Não sei, em tudo acredita, saiu entre a multidão
E foi como pedinte. Pediu abraços, beijos,
Mas...ninguém nem a olhou, pobre e coitada alma!
Juntou alguns pedaços de beijos,  sem gosto,
Atirados talvez, até por piedade. As mãos estendidas
Ficaram vazias. Restos de olhares, que se fizeram frios,
Sem nada dizerem. Palavras! Essas nem eram ditas.
Pobre alma, cabisbaixa a fazer-se sombra de si mesma,
Foi como pedinte, levou dentro dos sonhos carentes
Um pedacinho de esperança que ela guardava
Como se fosse sua última tentativa de ser feliz...
E voltou só, mais triste ainda...e sem o resto
De esperança que ela guardou tanto, mas ainda diz...
Que neste natal eu seja....eu seja... feliz.


José João
23/12/2.013




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