sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Conversando contigo

Ah! Estavas aí? Não tinha te visto. Como estou?
Nem eu mesmo sei. Na verdade, o que sei
É que depois que disseste adeus tudo ficou triste,
E não só eu senti essa tristeza, contumaz e perversa,
Mas também aquele pé de Jasmim, aquele do canto
Do jardim, onde te sentavas nas tardes  e conversavas,
Ele parecia te ouvir, balançava os galhos como se fossem
Braços querendo te abraçar, mais ainda quando a brisa
Beijava vocês dois...ele murchou, secaram as folhas,
Até os botões, jasmins-criança, caíram de tristeza,
Também aquela brisa da tarde nunca mais passou por lá.
Sabe aquele rouxinol irrequieto que ficava inventando
Trinados pra te agradar? Que todas as manhãs cantava
Alegre naquele pé de cosmos? Um dia ele cantou tão triste,
(quase até chorei, acho que saía lágrimas de seus olhos)
Tão saudoso! Seu gorjeio foi o lamento mais triste
Que um dia ouvi, voltou algumas vezes e nunca mais o vi,
Também o pé de cosmos deixou de dar flores,
Coitado, parece que envelheceu, seus galhos secaram,
As sementes caíram, nem folhas nasceram mais.
Sabe aquele sorriso alegre que me vinha nos lábios,
Quando nossos olhares se encontravam e eu dizia:
Te amo? Foi embora, morreu entre os soluços.
O olhar se perdeu no vazio que se fez na alma
E tudo ficou assim morrendo dentro de tua ausência.


José João
06/12/2.013

2 comentários:

  1. MA-RA-VI-LHO-SO! Difícil foi segurar as lágrimas antes de terminar de ler...

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  2. INACREDITAVELMENTE LINDO !!! precioso meu amigo !!! AO DIZER EU TE AMO !!! FOI EMBORA !!! MORREU ENTRE SOLUÇOS !!! É AMIGO VOCÊ NÃO TEM FIM !!! MUITO LINDO E CADA POEMA SEU ME DEIXA MAIS HONRADO POR SER SEU FÃ UM ABRAÇO Pedro Pugliese

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