sábado, 2 de novembro de 2013

Sombras... apenas sombras.

Sombras, como fantasmas antigos, me veem.
Sombras que julgava apagadas no tempo, perdidas
Entre todas as perdas, mas voltam agora,
Como cinzentas nuvens de chuva, escondendo
Os sonhos que ainda se podiam fazer saudades
Mas ficaram apenas como dores torturantes
Contando histórias que se fizeram tão sombrias
Quanto as sombras amorfas que me povoam a noite.
Tudo se fez sem cor, até os momentos coloridos
Que um dia existiram, se fizeram opacos, tristes
Como se o pensamento, demente, se embriagasse 
Pelos tantos vinhos rubros bebidos pela alma
Com gosto de solidão, de prantos e angustia.
Os dias se fizeram de segredos, cinzentos, amargos,
A se arrastarem lentamente como se seus passos
Estivessem cansados, como se suas horas
Não precisassem mais fazer tic-tac, tic-tac.
E se perdesse no silêncio que tua ausência deixou
Como sombra que agora me vem, ressuscitada 
De entre as tantas perdas, que julgava mortas.


José João
01/10/2.013









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