terça-feira, 5 de novembro de 2013

O pecado de amar

Vou acabar me esquecendo - me disse um dia
Quando te foste - Logo, outro sorriso, outro olhar,
Me tomarão de mim essa tão insensata saudade.
Nada como o passar do tempo - me dizia todos os dias -
E lá ia  ele passando lento, brincando de ficar
Entre os momentos que se faziam ternas lembranças.
Recordações me afogavam o pensamento como se tudo
Tivesse sido ontem. E o tempo? Parecendo demente,
Parecia parado, como se não tivesse futuro para ir.
E eu dizia: Nada como o passar do tempo!!!!!
Que continuava ali, parado, dentro de mim. 
Até teus costumes, teus hábitos, ficavam ali,
Presentes, mesmo na tua tão dolorosa ausência.
Como entender, coração, alma, saudade e tempo
Quando tudo fala de perda, de amor e adeus?
Perdas e suas dores deixadas, saudades por elas sentidas
Brincam de passear entre os sonhos onde o tempo
Não chega, se faz até mesmo passageiro delas
Como se o esquecer fosse um sentimento de culpa,
E  chorar os momentos perdidos fosse a remissão da alma
Pelo pecado de ... amar.


José João
05/11/2.013






Um comentário:

  1. Dizem que o tempo cura, até concordo, porém antes ele tortura. Maravilhoso seu poema. Bjuss

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