quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Minha alma, pássaro sem ninho

Qual passarinho triste a voar perdido procurando o ninho
Onde suas crias em inocente espera, esperavam a vida
E ele, a perder-se em prantos, num funesto cantar queixoso
Volteia aflito cantando rezas que se fazem orações perdidas

Caído ao chão, o pequeno ninho se faz visão de sofrida perda
E o passarinho em gorjeios tristes no peito rompe a se mal dizer
É tanto o desespero que num só trinado ele chora essa tanta dor
E entre espinhos voa demente buscando a morte, pra que viver?

É minha alma, esse passarinho que perdido voa a lugar nenhum
Na imensidão do céu que parece espaço livre pra poder voar
Se perde na prisão infinda da tamanha perda que lhe faz calar

Horizontes se abrem mas a beleza é triste. Tudo não passa,
Agora, de um nada ser. O infinito, outrora azul perdeu a cor
E a alma em prantos segue sozinha gritando a própria dor


José João
07/10/2.013



Um comentário:

  1. Por vezes sentimos que a nossa alma é mesmo um pássaro sem ninho.
    Nostálgico e belissimo poema.
    Adorei a sua forma maravilhosa de escrever, ser poeta é isso, escrever com alma e tocar o coração de quem lê, meus parabéns.
    Bom domingo
    Um abraço
    Maria

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