sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A poesia que não pude escrever

Hoje queria escrever versos alegres, versos criança,
Cheios da fantasia do amanhã, da magia do renascer,
Assim como faz o sol, gritando alto sua festiva chegada
Nas manhãs ensolaradas enfeitadas de luz.
Queria escrever versos, mesmo sem rima, mas completos,
A se fazerem passageiros na alma de quem os sentir,
Ou até a se fazerem estrada levando melodia ao mundo
Mágico da poesia gritada dentro do coração dos amantes.
Queria fazer um verso cheio de palavras livres, soltas,
Alegres, levadas pelo vento como beijos em suspensão,
Como o hálito das flores perfumando o tempo,
Abrindo portas em corações tristes e se deixar ficar,
Queria escrever versos que fizessem de soluços tristes
Sorrisos de alegria plena, serena, enfeitando a vida.
Ah! Como queria escrever versos que enxugassem
Lágrimas, que engolissem o pranto e se fizessem canto!
Não posso, a solidão fica desesperada gritando
Meu nome dentro da noite que não quer passar,
A saudade querendo, por força, me encher o peito
Assim me sufoca, me toma em dores e prantos...
E os versos da poesia alegre que queria escrever,
Correram, se esconderam, se foram não sei pra onde
Só sei que me viraram as costas e ... partiram,


José João
01/11/2.012





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