domingo, 3 de novembro de 2013

A conchinha da praia

Alguém, muito triste, em frente ao mar, caminhava chorando, passos reticentes, lentos, como se o cansaço de viver lhe tomasse o corpo. Suas lágrimas tristes, frias, caiam abundantes, o vento engolia algumas antes de caírem  na areia, outras se perdiam entre as ondas e com elas iam, algumas chegavam ao chão e logo se faziam nada, secavam como se fossem simples gotas d'água. De repente, nas mãos trêmulas, aparece uma conchinha - desses milagres mágicos da poesia - e diz: Queres ser meu amigo? - silêncio - Queres ser meu amigo? - pergunta outra vez - E o alguém surpreso por ver a conchinha na mão, diz: Sim. quero ser teu amigo. - Então se queres ser meu amigo derrama em mim tuas lágrimas, não suporto ver amigos chorando. - - Como derramar minhas lágrimas dentro de ti se são tantos os meus prantos e tão pequena tu és?
- Então não chora mais - diz a conchinha, e continua - como podes estragar lágrimas, atirando-as ao vento?
Deixando-as secarem moribundas na areia da praia? Deixando que as ondas as levem para lugar nenhum?
Pelo menos sou tua amiga, e uma, apenas uma que derrames dentro de mim ficará para sempre guardada, aí saberás onde está a lágrima que choraste com tanta dor. Estará guarda com carinho, por uma amiga. Não precisarás mais fabricar lágrimas, quando te sentires triste, com vontade de chorar. Vem buscar esta.O amor dos amigos, mesmo sendo pequenos, como disseste que sou, pode guardar um mar de lágrimas porque  pode ser do tamanho do mundo.


(hoje) Porquê hoje? rsrsrs
José João
03/11/2.013









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