sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A prisão de ser só

Ah! Esses meus olhos! Insistem em não olhar as flores!
E meu coração! Chego a rir dele. Risos tristes,
Cheios de lágrimas, mas rio quando ele diz:
Ah! Amar é bobagem. - e se fecha mudo -  Minha alma
Diz que a culpa é minha, que não vejo mais encantos
Nos tantos encantos que insisto em não ver,
Que a culpa é minha por sentir medo, por me esconder
No mudismo de meu pensamento, por me fechar
No marasmo de mm e deixar os encantos...sem encantos
Fugir de momentos quando os olhos, ternamente,
Se entregam a um olhar cheio daquele desejo da alma,
Aquela vontade sublime de apenas dizer: Te amo.
Ah! Esses meus temores e medos! Essa minha ilusão
De - sozinho - estar em liberdade. Essa minha ilusão
De ir, de vir, de estar onde queira estar e gritar pra mim:
Sou livre - Chego em casa, abro a porta ela está vazia,
Cheia de móveis, belo tapete, quadros, mas ... vazia.
Aí minha liberdade se esconde dentro da solidão
E minha alma diz: Quem te dera a prisão
De alguém te perguntar: De onde vens? E te dar um beijo.


José João
25/10/2.013



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