quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Onde será que estás...

Onde estás?! Não sei. Disso a vida cruelmente faz segredo,
Ficaram apenas os sonhos que me deixaste sonhar,
E aqueles que a vida me permitiu. Foi só o que ficou
Hoje brindo com lágrimas o que um dia fomos nós dois,
Uma verdade maior que qualquer sonho.
Onde estás? Dentro de mim bem sei que estás,
Estás como saudade, essa saudade louca, sufocante,
Cheia de lágrimas, de suspiros doloridos e angustias.
Te busco como náufrago aflito buscando um porto,
Te busco no desespero de um coração que chora,
Com minha alma gritando, entre as tantas dores, teu nome.
Onde estás?  - grita aos prantos e sem respostas -
Ajoelhada sobre o próprio pranto se vê nele refletida
E um oh de susto, sem que queira, lhe vem da garganta
Ao ver-se triste fantasma perdido dentro de tua ausência,
Não tem coragem de levantar os olhos para o céu
E pedir, nem orar sabe mais, mas nas vãs tentativas,
Quando o desespero é maior que qualquer dor,
Quando o peito sangra e a solidão lhe toma toda,
Ela baixinho pergunta: Onde estás? - Balbuciando teu nome.-


José João
09/09/2.013



3 comentários:

  1. Belíssimo poema João, repleto de sensibilidade. Um abraço.

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  2. A mais bela poesia que possa ser criada por uma alma explêndida, iluminada, um coração cheio de mansidão e ao mesmo tempo aflito, ao encontro das sensações perdidas e sentidas!Parabéns mil vezes...
    esperança

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  3. A mais bela poesia que possa ser criada por uma alma explêndida, iluminada, um coração cheio de mansidão e ao mesmo tempo aflito, ao encontro das sensações perdidas e sentidas!Parabéns mil vezes...
    esperança

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