quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Coitados! Como são infelizes!


Querem chorar, com as lágrimas dos meus versos,
Uma dor que é só minha. Querem buscar de minha alma,
Mesmo triste, as canções que em silêncio ela chora
Como se fossem orações rezadas pelas dores sentidas.
Querem fazer de minha dor, dos meus sonhos e até de mim,
Uma história vazia, sem o fulgor da essência do poeta,
Mas como contarem uma história que apenas eu sei contar?
Podem escrever o que já escrevi  há muito, sentindo e chorando,
Podem repetir as mesmas palavras mas não contarão a mesma dor
Se farão versos vazios,  versos sem alma, versos perdidos
Na consciência de cada um que busca na poesia alheia
Consolo para o que sua alma não pode sentir. Coitados.
Faço, das frustrações daqueles que suas almas não sabem chorar,
Um verso triste, não com a tristeza das dores que sinto,
Mas cheio da tristeza mortal pela decepção de não poder ser,
Cheio da dor, da pior dor, a dor de chorar e não ter lágrimas,
A dor de se sentir vazio, sem ter pelo menos um adeus para chorar,
A arrastarem-se como nada sem terem um sonho para sonhar.


José João
18/09/2.013



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