terça-feira, 6 de agosto de 2013

Vai, voa minha poesia

Que minha poesia voe como voa o pensamento,
Voe como pássaros na direção do infinito distante,
Ou como canção viajante nas asas da solidão.
Que leve minha voz sussurrante nos versos, nas  rimas
Nascidos das lágrimas que choram  meu coração.
Que faça caminhos nas ensolaradas manhãs
Até chegar no horizonte colorido de sonhos
Onde o sol começa, preguiçoso, a dormir. Vai.
Vai minha poesia, por qualquer lado, qualquer caminho
Qualquer direção, sempre há, lá na frente, um horizonte.
Vai, minha poesia, e mostra minhas lágrimas e saudades
Àqueles que, como eu, choram também suas dores,
Ah! Minha poesia! Voa. Vai entre caminhos perdidos,
Entre cercas, entre quintais e corações. Leva minha voz
Por jardins floridos, amores esquecidos, sonhos perdidos.
Deve haver, minha poesia, um coração vazio, chorando.
Talvez, como o meu, esse que a solidão inspira tanto.
Vai minha poesia. Vai por onde nem eu mesmo sei.
Vai e fala para o mundo essa falta que dói tanto,
Essa falta que não sei dizer....só sei chorar.


José João
06/08/2.013



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