quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Os partos de minha alma

Minhas poesias não bebem qualquer bebida,
Mas se tornam ébrias quando bebem no cale-se,
No silêncio, as nefastas e cruéis dores da vida,
Embriagam-se com angustias paridas pela solidão
Quando a alma, tristonha,, ouve o adeus
De um amor que ficou, para sempre, vivo 
- Se o amor valeu a pena, nunca vai embora,
Nunca termina, fica, pelo menos, como saudade ...
E amar, sempre vale a pena -
E  minhas lágrimas! Por tantas ilusões perdidas
Se fazem mais que pranto, se fazem rio perene
A sulcar meu rosto, já sem mais nenhuma expressão,.
Apenas como um simples retrato amarelado e sem cor.
Um rosto que se prendeu  no tempo e nem existe mais 
Ah! Essas minhas poesias! As vezes bêbadas, sem rimas,
Gritando nas noites frias (quando preferem nascer)
Em parto que a alma sente dor... por toda vida.


José João
29/08/2.013









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