quinta-feira, 18 de julho de 2013

Minhas poesias também choram

Hoje te encontrei entre meus guardados,
Dentro daquela saudade que nem sabia mais,
Ah! Quando te encontrei! Os versos fizeram festa,
Esconderam até as rimas para a poesia ficar mais livre
E as lágrimas saírem soltas sem medo do fim dos versos..
O adeus, gritava louco, teu nome por toda a casa,
Os gritos se faziam tão alto dentro da alma
Que até o silêncio, por pena de mim, tentava se fazer ouvir.
Abri todas as janelas, portas, mas o adeus apenas ironizava
Meu desespero de  senti-lo, se fez tão forte e pleno
Que não se fez apenas ouvir, mas também se fez  sentir,
Como se a vida estivesse presa no momento que o disseste.
Tentei, dentro do pensamento, guardar os meus guardados,
Abrir uma gaveta mágica e colocar dentro dela,
Desde o adeus que disseste até a saudade de nós dois,
Mas não consegui, tudo ficou mais forte que minha vontade.
Recordações, lembranças, lágrimas, essas então...
Já se faziam prantos convulsivos molhando a poesia,
Que também chorava em seus versos a minha mesma dor


José João
18/07/2.013


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