segunda-feira, 1 de julho de 2013

Dor e saudade... livres em mim

Amar. Como amei! Me entreguei loucamente, sem medo,
Minha alma perdeu o pudor e renasceu, do cio pleno
Entre a paixão e a infinita vontade de ser feliz.
Me entreguei, me fiz servo passivo e fiel do amor,
Corri entre sonhos que não eram meus, mas amar...
É viver também os sonhos de quem se ama,
Deixei meus sonhos escondidos,  perdidos dentro de mim.
E um a um dos sonhos de quem amei, vivi intensamente.
Corri entre pensamentos e vontades que não eram minhas,
Mas fazia que fossem, o importante era ser feliz, pensava.
Passa o tempo e os amores se vão, porque não sei,
Mas foram, e cada um deixando uma dor diferente,
E as lágrimas começava a se fazer constantes
Pelas tantas saudades deixadas pelos adeus que ouvi.
Fiquei só, como andarilho, que vaga sem ter onde ir,
Que caminha por qualquer estrada sem saber onde vai,
E diz, pra si mesmo em silêncio. Que importa onde chegar?
Se a dor,  e a saudade serão sempre as mesmas...
Novas, só as lágrimas que se renovam a cada instante,
Quando as lembranças chegam sem pedir licença.
Vou indo, sem sonhos, em direção a qualquer horizonte
Assim, em mim, deixei a dor livre para doer...
E a saudade...livre para me fazer chorar


José João
01/07/2.013





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