quinta-feira, 25 de julho de 2013

Até a solidão sentiu pena de mim

Hoje, meus pensamentos foram  todos teus, só teus,
Vieste forte por sobre o tempo, sobre distâncias 
E veio contigo a saudade, uma saudade diferente,
Dessas saudades que os olhos não resistem, choram,
Se entregam ao pranto como se fossem poetas,
Escrevendo com lágrimas histórias que testemunharam...
De sonhos em que eles, os olhos, não se fechavam
Sonhavam acordados tanto era a beleza dos sonhos.
Tudo hoje foi só você, até a brisa em leves volteios
Parecia murmurar teu nome, baixinho, te chamando
Querendo que viesses, talvez até por pena de mim,
Ela sempre escutava meu pesamento te gritando
Angustiado, triste, como se estivesse demente,
Perdido entre a ausência e a carência de ti,
Estiveste hoje em mim como se nunca tivesses partido
Até o silêncio se fazia voz gritando lá dentro da alma
O que nem sabia pedir, mas reclamava  essa falta de ti.
Hoje não foi a saudade como a dos outros dias
Que qualquer lágrima rolava em minha face e ela ia
Hoje foi tanta, que até a solidão pedia em pranto:
Que essa saudade não me doesse tanto.


José joão
25/07/2.013





2 comentários:

  1. Boa tarde

    Gostei muito. Parabéns

    Abraço
    **********************
    http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/

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  2. João, querido poeta estou procurando adjetivos para descrever a beleza do teu poema porém todos que disser vão parecer tão simples diante dele mas, enfim, preciso dizer algo... ESPLENDOROSO! Tocou lá no fundo... Um bj

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