sexta-feira, 12 de abril de 2013

Soneto do silêncio

Quero contar entre prantos, contos e cantos
Uma história, que talvez nem minha seja
Mas que ao meu olhar enche de tanto brilho
Tanto quanto uma alma triste sempre almeja

Um brilho que nos olhos confunda luz e pranto
Que se faça na alma, um reflexo do momento
Se não de uma dor atroz a romper frágil peito
Que seja pelos sonhos mortos, esse tormento

A abrir-se em torpe espaço no seio da alma
A buscar-lhe nas estranhas essa dor tamanha
Que tão forte se faz angustia e a ela engana

Dar de beber a alma, a solidão, em turvo cálice
Vê-la, embriagada entre ilusões, voar confusa
A ouvir a própria dor, gritar bem alto: Cale-se


José João
12/04/2.012











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